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Império - Volume 2 - Coleção História Geral do Rio Grande do Sul

Diretores: Helga Iracema Landgraf Piccolo, Maria Medianeira Padoin
Coordenadores: Nelson Boeira, Tau Golin
Autores: Helga Iracema Landgraf Piccolo, Maria Medianeira Padoin, André Fertig, Genivaldo Gonçalves Pinto, Newton Carneiro, Ricardo de Aguiar Pacheco, Maria Luiza Martini, Paulo Afonso Zarth, Paulo Roberto Staudt Moreira, Ester Judite Bendjouya Gutierrez, Sílvio Marcus de Souza Correa, Jorge Luiz da Cunha, Cleci Eulalia Favaro, Martin N. Dreher, Maria Amélia Schmidt Dickie, Francisco das Neves Alves, Neiva Maria Fonseca Bohns, Jaime Giolo, Tau Golin
Págs.: 600/ 16 p. cor
Edição: 1ª
Formato: 18x23 cm
Idioma: Português (passagens em espanhol)
Lançamento: 2006
ISBN: 8589769259

 
   

Texto de orelha

Este volume trata do período imperial, no século XIX, compreendido desde a descolonização à implantação da República.

Analisa a passagem do Império português para o brasileiro.

Embora ocorresse um recrudescimento da escravidão, fortalecendo a sociedade escravista vigente, profundas transformações ocorreram nessa sociedade com a difusão de formas de trabalho livre, graças à implementação de projetos de imigração com grupos étnicos que, vindos da Europa, aqui se instalaram, fossem eles subsidiados ou espontâneos.

O impacto de novas formas de pensamento influenciadas pelo cientificismo do século XIX também influiu para tornar o escravismo um sistema de trabalho anacrônico como espaço de experiência, indicando que a abolição da escravatura se inseria num horizonte de expectativas.

O Rio Grande do Sul, como os outros espaços regionais, deixou de ser, no século XIX, colônia de uma metrópole européia. Passou a ser província de um Estado que se construía como independente, impondo-se às elites dirigentes a questão nacional. Esse Estado, ao incentivar a imigração de grupos étnicos não portugueses, também teve em vista o branqueamento da sociedade como imposição de uma tarefa civilizadora por parte da nação brasileira.

Superando históricos avanços e recuos, consolidou-se uma territorialidade que, grosso modo e depois de tensos conflitos fronteiriços, correspondia ao que é hoje o Rio Grande do Sul.

Coleção História Geral do Rio Grande do Sul:

Volume 1 Volume 2 Volume 3 -
Tomo I
Volume 3 -
Tomo II
Volume 4 Volume 5
Colônia Império República - República Velha 1889-1930 República - República Velha 1889-1930 República -
Da revolução de 1930 à ditadura militar (1930-1985)
Povos Indígenas
 
 

Apresentação

Helga Iracema Landgraf Piccolo,
Maria Medianeira Padoin

Este volume tem uma dimensão temporal específica: o século XIX. Trata, mais precisamente, do período imperial, compreendido desde a descolonização à implantação da República.

A análise da passagem de um Império – o português – para outro – o brasileiro – deve, necessariamente, apontar para mudanças e/ou rupturas, mas, também, para permanências e/ou continuidades. Impossível é assinalar um corte profundo entre o período histórico em tela e o precedente colonial, bem como com o subseqüente republicano. Embora ocorresse um recrudescimento da escravidão, fortalecendo a sociedade escravista vigente, profundas transformações ocorreram nessa sociedade com a difusão de formas de trabalho livre, graças à implementação de projetos de imigração com grupos étnicos que, vindos da Europa, aqui se instalaram, fossem subsidiados ou espontâneos.

O impacto de novas formas de pensamento influenciadas pelo cientificismo do século XIX também influiu para tornar o escravismo um sistema de trabalho anacrônico como espaço de experiência, indicando que a abolição da escravatura se inseria num horizonte de expectativas.

O Rio Grande do Sul, como os outros espaços regionais, deixou de ser, no século XIX, colônia de uma Metrópole européia, integrando a América portuguesa. Passaria a ser província de um Estado que se construía como independente, impondo-se às elites dirigentes a questão nacional. Esse Estado, ao incentivar a imigração de grupos étnicos não portugueses (fundamentalmente, mas não exclusivamente, no século XIX, alemães e italianos), também teve em vista o branqueamento da sociedade como imposição de uma tarefa civilizadora por parte da nação brasileira.

Superando históricos avanços e recuos, consolidou-se uma territorialidade que, grosso modo, e depois de tensos conflitos fronteiriços, correspondia ao que é hoje o Rio Grande do Sul.

Se problemas estruturais, já detectados no período colonial, persistiram depois da independência, dificultando uma modernização, não foram, no entanto, obstáculos para que houvesse um acentuado crescimento econômico que, por sua vez, fez surgir novos grupos sociais, acelerou o processo de urbanização, documentado por alguns pintores, e ensejou um debate político sobre outras formas de governo, alternativas às que vigoravam no Império.

O Rio Grande do Sul, quando da independência do Brasil, em 1822, estava dividido em cinco municípios, número que, ao findar o período imperial, elevara-se para 61, o que, por si só, indicava que a província fora palco de mudanças.

Neste tomo não vai ser recuperado o processo histórico, cronologicamente delineado. Nossa proposta foi analisar alguns temas pontuais. O conjunto de 21 capítulos, abrangendo uma temporalidade específica do processo histórico sul-rio-grandense, não contempla todas as temáticas possíveis de serem desenvolvidas. E, como aos autores foi dada ampla liberdade em termos de tratamento teórico-metodológico, configura-se uma obra que não se caracteriza por uma abordagem única.
O que se espera é que o presente volume contribua para que novos caminhos de pesquisa sejam abertos, que outras perguntas mais abrangentes sejam feitas aos objetos de investigação e que novas questões sejam formuladas.

Por não terem sido especificamente tratados, muitos temas relacionados com a história do Rio Grande do Sul merecem uma atenção dos pesquisadores. Entre tantos outros, podem e/ou devem ser citados:

•  a história institucional que contemple o texto constitucional de 1824 e suas reformas, com destaque para o ato adicional de 1834, o que aponta para a organização política e administrativa provincial, incluindo os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário);

•  os governos provinciais, incluindo a administração pública e o funcionalismo, o que envolve práticas políticas;

•  a participação da província e a sua representatividade nas diversas instâncias políticas (regional e nacional), o que inclui o exercício da cidadania, eleições e partidos políticos;

•  a justiça com a atuação de juízes e outros magistrados, os tribunais, especialmente a Relação (criada em 1874), julgamentos de crimes e delitos com as penalidades aplicadas e jurisprudências firmadas sobre determinadas questões;

•  a Igreja Católica como instituição ligada ao Estado, com seus bispos e clérigos, incluindo sua atuação filantrópica e assistencial; as ordens religiosas;

•  o protestantismo;
•  uma história econômica que trate dos diversos setores produtivos, bem como dos transportes e do comércio, das finanças públicas e da política fiscal, do contrabando;

•  uma história social que contemple as classes sociais, as questões sociais, o coronelismo, as relações de poder e de trabalho;

•  o processo de urbanização e as demandas culturais;

• histórias municipais que incluam o localismo político e o poder privado;
• biografias que analisem lideranças dos mais diversos setores da sociedade;

•  a visão dos viajantes;

•  a repercussão das diretrizes da política externa do governo imperial;

•  as Forças Armadas; organização e atuação do Exército e da Marinha;

•  as influências das novas correntes filosóficas (“o bando de idéias novas”).

Sobre muitos desses temas citados já existe uma significativa bibliografia, a partir da qual novas reflexões poderiam ser feitas, o que contribuiria para uma maior e melhor compreensão do processo histórico sul-rio-grandense. E alguns deles, por terem sido tangencialmente abordados em textos que integram este volume, permitem que o leitor avalie a sua importância.

 

 
 
Sumário

Apresentação

Helga Iracema Landgraf Piccolo, Maria Medianeira Padoin   / 9

I. O processo de independência do Brasil

Helga I. L. Piccolo  / 19

O Rio Grande do Sul e a independência do Brasil  / 21

II. A Revolução Farroupilha

Maria Medianeira Padoin / 39

III. A Guarda Nacional Rio-Grandense: defesa do Estado imperial e da nação

André Fertig / 71

A Guarda Nacional e o clientelismo político / 73
A Guarda Nacional na defesa da ordem interna / 76
A Guarda Nacional como força militar do Império / 79
A Guarda Nacional como instrumento simbólico do Estado
imperial / 89

IV. A província na Guerra do Paraguai

Genivaldo Gonçalves Pinto / 97

Herança dos conflitos coloniais / 98
O difícil início da guerra / 102
A mobilização / 110
Participação do Rio Grande do Sul  / 114

V. Dissidência política e partidos: da crise com a Regência ao declínio do II Reinado

Newton Carneiro / 125

VI. Conservadorismo na tradição liberal: movimento republicano (1870-1889)

Ricardo de Aguiar Pacheco / 139

O estudo do movimento republicano / 140
A formação dos ideais republicanos / 142
Grupo paulista de republicanos sulistas / 143
Os instrumentos da propaganda / 145
Fundação do PRR / 146
A precipitação dos eventos / 149
Conclusões e ausências / 152

VII. Tatu, caboclo, gaúcho a pé

Maria Luiza Martini / 155

Primeira diáspora / 157
Segunda diáspora / 162
Diáspora continuada / 170
De ignorado a conhecido / 176
Releituras do retrato / 182

VIII. A estrutura agrária

Paulo Afonso Zarth / 187

A grande propriedade / 188
A escravidão / 191
O trabalho livre / 196
Agricultura e abastecimento / 198
Transportes / 204
Resultados da colonização / 206
Inovações tecnológicas e instituições científicas / 208
Conclusão / 212

IX. Justiçando o cativeiro: a cultura de resistência escrava

Paulo Roberto Staudt Moreira / 215

Primeiro caso / 216
Segundo caso / 219
Tipos de fugas e apadrinhamento / 226
Resistências / 228

X. Sítio Charqueador Pelotense

Ester Judite Bendjouya Gutierrez / 231

Ponto de vista / 232
Estâncias, charqueadas e olarias / 234
Trabalhadores escravizados nas estâncias, charqueadas e
olarias / 235
Primeiras constatações / 235
Propostas de ocupação / 237
A área fabril / 238
Tablada e Logradouro Público / 239
Visão dos viajantes / 242
Abate / 244
Carnes salgadas / 247
Graxas e sebos / 250
Couros / 250
Outras utilizações / 252
Sítio charqueador pelotense, palco da escravidão meridional
do Brasil / 253

XI. Multiculturalismo e fronteiras étnicas

Sílvio Marcus de Souza Correa / 257

Multiculturalismo: um conceito polêmico / 258
Multiculturalidade à época do Brasil Império / 259
Multiculturalismo congenial e a imigração européia / 262
Multiculturalidade durante o Primeiro Reinado / 265
Multiculturalidade durante o período de consolidação / 265
Multiculturalidade durante o período de apogeu  / 268
Multiculturalidade durante o período de declínio / 272
Considerações finais / 276

XII. Imigração e colonização alemã

Jorge Luiz da Cunha / 279

A primeira fase da colonização alemã: 1824-1830 / 279
Os batalhões de estrangeiros / 281
A segunda fase: 1844-1889 / 282
A emigração e o processo de unificação da Alemanha / 283
A política provincial sobre a colonização com alemães / 284
A Lei de Terras de 1850 e seus efeitos sobre a colonização alemã / 289
Corrupção e escândalos prejudicam a imigração alemã / 291
As restrições prussianas à emigração para o Brasil / 293
O Rio Grande do Sul colonizado por alemães e seus
descendentes no final do Império / 299

XIII. Os “italianos”: entre a realidade e o discurso

Cleci Eulalia Favaro / 301

O norte italiano: um corredor de passagem / 310
O Império brasileiro e a questão do trabalho / 311
Na província de São Pedro: latifúndio e pequena propriedade.  / 312
Um corredor de passagem para as colônias novas e para outros estados / 316
O mito, o discurso e a realidade / 317

XIV. As religiões

Martin N. Dreher / 321

Religião e cidadania / 325
Catolicismo brasileiro e imigrante / 326
Igreja institucional e imigrantes / 329

XV. O movimento mucker, o demônio, a irracionalidade e o espírito

Maria Amélia Schmidt Dickie / 337

O cenário e os eventos / 337
A retórica da guerra constrói o demônio / 343
A retórica da cidadania constrói a irracionalidade / 346
A retórica fragmentada da construção do novo mundo / 349

XVI. A imprensa

Francisco das Neves Alves / 351

XVII. A arquitetura
Günter Weimer / 373
O período farroupilha / 380
Um quinqüênio de reconstrução / 381
Um decênio e meio de grandes realizações / 384
Um qüinqüênio de paralisações / 388
Os dois últimos decênios / 390

XVIII. Os primeiros pintores: presenças desapercebidas, ausências sentidas

 Neiva Maria Fonseca Bohns / 401

XIX. Cidades e sociabilidades (1822 -1889)
Eloisa Helena Capovilla da Luz Ramos / 423
Processo de urbanização no Rio Grande do Sul:
recorte geoistórico / 427
Lazeres e sociabilidades / 444

XX. A instrução

Jaime Giolo / 449

Um contexto desfavorável à experiência escolar / 450
A incipiente experiência escolar / 457
A pacificação e o período de Caxias / 468

XXI. As fronteiras sulinas

Tau Golin / 491

Os inimigos externos / 492
Nos bastidores dos tratados / 494
Onde o Rio Grande termina / 497
Uruguai contesta a fronteira / 501
Território caingangue: a fronteira interna  / 504
As frentes de ocupação / 506
Amansamento e fricção interétnica / 508
Legitimação do discurso intruso / 511
Bárbaros da floresta / 514
Enclave civilizante / 515
Aliança intrusa / 519
Detalhes da expedição de 1862 nos sertões dos bugres / 521
Fronteira e navegação / 524
A armada do laço no Sertão / 529
O território indígena e o conflito com a Argentina / 530

Bibliografia e fontes primarias  / 533

AHRS - Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul  / 568

Autores  / 573


 
 

 

   
   
      


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