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Ecos da modernidade: uma análise do discurso sobre o cinema ambulante em São Luís

Págs.: 240
Edição: 1ª
Formato: 14x21 cm
Idioma: Português
Lançamento: 2016
ISBN: 9788582000526

Autor: Marcos Fábio Belo Matos

r$ 37,00

 

 

 

 

Contracapa

O cinema ambulante (fase dos primórdios do cinema no mundo, que no Maranhão vai de 1898 a 1909) é, ao lado de outros aspectos, parte de uma conjuntura maior: a chegada da modernidade, no Maranhão e, sobretudo, na sua capital, São Luís.
Com ele, chegam elementos como: as fábricas, um rol de invenções como o telefone, o telégrafo, o fonógrafo, a bicicleta, o automóvel, doutrinas como o protestantismo, o positivismo, o ensino feminino e técnico... e chega também um novo século: o século XX.
É a análise do discurso sobre o cinema ambulante e sobre a modernidade maranhense que você terá neste livro.

Apresentação

O autor

Este livro é fruto da tese de doutorado, defendida em 2010, no Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa da Unesp/Araraquara, intitulada: Ecos da modernidade: uma análise do discurso sobre o cinema ambulante em São Luís. Sua publicação foi possível devido ao incentivo financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico do Maranhão (Fapema), por meio do Edital 21/2015 APUB.

Ele é o resultado, também, de um projeto anterior, desenvolvido ainda durante o Mestrado em Comunicação e Cultura da UFRJ, que redundou na publicação, em 2002, do livro ...E o cinema invadiu a Athenas: a história do cinema ambulante em São Luís (1898-1909). No final deste livro, ficou indicada a necessidade de se investigar a inserção do cinema ambulante no rol do que seria uma conjuntura maior: a da modernidade maranhense.

Uma década depois, tal investigação veio a lume. Como será visto neste livro, a chegada e os primeiros anos do cinema em São Luís (e, por extensão, no Maranhão) estão imersos em uma conjuntura da implantação de um discurso modernizador, que introduzia, na pequena ilha, saudosa da sua opulência atheniense, novos equipamentos (telégrafo, telefone, fonógrafo, cinematógrafo, trilhos puxados a burro, bicicleta, automóvel, luz elétrica), novas formas de religiosidade (protestantismo), novos espaços de educação (escola feminina, escola de artífices), novas mentalidades (positivismo), novas paisagens (praças aformoseadas, fábricas, chaminés). Era uma nova conjuntura, que também vinha acompanhada de um novo epíteto: sai de cena a já conhecida nacionalmente "Athenas Brasileira" e entra a faceta industrial e fabriqueira da "Manchester do Norte", renovada nas esperanças de um novo futuro, trazida pelo novo século que se avizinhava.

O aporte teórico da pesquisa englobou a história do cinema (a dos seus primórdios, que se convencionou chamar de "primeiro cinema" e ainda de "cinema ambulante"); as concepções de modernidade; a história do Maranhão e de São Luís e englobou também os fundamentos da Análise do Discurso, de orientação francesa, notadamente a partir dos conceitos de Michel Foucault, Michel Pêcheux, Jean-Jacques Courtine e de autores e autoras brasileiros.

Como fontes empíricas de análise, o corpus foi montado a partir dos registros da passagem dos cinematógrafos (14 no seu todo, entre 1898 e 1909) por São Luís, encontrados nos jornais Pacotilha, Diário do Maranhão e O Federalista – os três mais importantes da capital do Maranhão, entre o fim do século XIX e início do XX. Para além dos registros sobre o ciclo do cinema ambulante, ler esses periódicos é perceber a implantação de um momento modernizador no Maranhão, tecido cotidianamente, em acontecimentos grandes e pequenos.

A partir desse material linguístico, a análise desvelou as relações e os engendramentos do discurso sobre o cinema ambulante com discursos da modernidade, mas igualmente com os discursos sobre a São Luís Athenas, o teatro, a fotografia. Enfim, uma grande teia discursiva, efetivada por diversos sujeitos (políticos, jornalistas, religiosos, profissionais liberais, dentre outros), com a intenção de dar uma cara moderna à distante Ilha de São Luís, que recebeu, como tantas outras cidades brasileiras, os ecos de uma modernidade que se expandia, a partir do seu centro irradiador nacional: o Rio de Janeiro, recém-instituída Capital Federal, da também recente República.

É este discurso, que é sobre o cinema ambulante mas também sobre um novo estado moderno, que apresento a vocês.

Boa leitura!

 

Prefácio

Ilza Galvão Cutrim
Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela UNESP/
Araraquara e professora do Curso de Letras da UFMA.

Luz, câmera, ação: Ecos da modernidade: uma análise do discurso sobre o cinema ambulante em São Luís apresenta-se como uma grande tela, em que seu autor, Marcos Fábio Belo Matos, exibe a história do cinema ambulante na capital maranhense.

Utilizando-se de uma rede de memórias tecida, caprichosamente, Marcos Fábio brinda o seu leitor com a história de uma São Luís que emerge do provincianismo para respirar os ares da modernidade com os artefatos produzidos pela industrialização.

A modernidade deu à capital ares de cidade desenvolvida. A fumaça que saía das chaminés das fábricas, a luz elétrica, a imprensa, as telecomunicações, os sistemas de transporte, os serviços públicos, o acesso a bens duráveis, o entretenimento inseriam-na no espaço do novo.

Ao reconstituir o ciclo do cinema ambulante em São Luís, o autor traça um roteiro, segura a mão do leitor e o leva, inicialmente, a um passeio pela história da cinematografia no mundo, destacando a relação desta com a modernidade, e pontuando sua chegada a São Luís. Continua seu roteiro discutindo o modelo de modernidade instaurado em São Luís e o que ele chama de o ponto mais alto do momento modernizador dessa cidade, representado pela discursivização da "Manchester do Norte", quando ela vive "ares de renovação, na paisagem, nos hábitos e nas ideias, apregoada pela ideologia republicana", com a chegada do cinematógrafo, em 1898.

O passeio segue com a história do cinema ambulante, que tem no cinematógrafo a atração principal, e apresenta-se neste livro filiado à análise do discurso de linha francesa, cuja materialidade da linguagem – o como se diz – conduz à compreensão dos sentidos, que se constroem em relação a.

Fruto de sua tese de doutorado defendida em 2010, na Universidade Estadual Paulista, campus de Araraquara, Marcos Fábio propõe neste livro analisar como a imprensa local discursivisa os espetáculos do cinematógrafo em São Luís como um artefato da modernidade. Para suas análises, seleciona anúncios, notícias, notas e crônicas cujo enfoque é o cinema ambulante, nos jornais Pacotilha, Diário do Maranhão, O Federalista, publicados no período compreendido entre os anos de 1898 e 1909 na imprensa maranhense.

O cinematógrafo não foi apenas uma grande novidade para os ludovicenses, foi também um acontecimento discursivo engendrado nas malhas textuais da imprensa local. Em suas análises, o autor observa que, dos enunciados produzidos pelos jornais sobre esse artefato, emerge uma formação discursiva com dominante que põe em relevo um misto de magia, técnica e ciência – "a última maravilha do século".

Ao contrário do que pode pensar o leitor, as imagens em movimento não eram o que mais seduzia o espectador. O cinematógrafo era o próprio espetáculo! Assim é que Marcos Fábio destaca que a "estratégia discursiva [dos jornais] de personificar a máquina se deu, de forma recorrente, em todo o ciclo do cinema ambulante".

Em seu trabalho, o autor procura explicitar o modo como funcionam as marcas da linguagem, permitindo que observemos o funcionamento dos discursos e que possamos compreender melhor a história do cinema ambulante em São Luís a partir de como ela é falada pela imprensa que lhe dá voz.

Este livro é um convite especial a todos nós, leitores.

São Luís, 04 de julho de 2016

 

Sumário

Apresentação / 13
Prefácio (por Ilza Galvão Cutrim) / 17
Introdução: Início de cena / 21
Capítulo 1 – Cinema ambulante: embrião do cinema, arquétipo da modernidade / 37
Capítulo 2 – Balaio da modernidade / 57
2.1. Os cenários da modernidade / 59
2.2. Uma Manchester no norte do Brasil / 75
Capítulo 3 – Concepções teóricas da análise do discurso / 93
Capítulo 4 – Um discurso modernizador / 113
Capítulo 5 – "A última maravilha do século": representações discursivas sobre o cinema ambulante / 129
Capítulo 6 – De Athenas a Manchester: o percurso da memória / 175
Considerações finais: Vistas/quadros/scenas fixas, animadas e modernizantes / 207
Referências / 215
Anexos - Anúncios de cinematógrafos / 227

 
 

 

   
   
      


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