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Paulo Freire em diálogo com outros(as) autores(as)

Organizadores: Ana Lúcia Souza de Freitas, Gomercindo Ghiggi, Thiago Ingrassia Pereira
Autores: Ana Felicia Guedes Trindade, Ana Maria Colling, Balduino A. Andreola, Celio dos Santos Soares Júnior, Fabiane Tejada da Silveira, Gerson Nei Lemos Schulz, Jacqueline Rogério Carrilho Eichenberger, Jaime José Zitkoski, Jonas Tarcísio Reis, Jose Clovis de Azevedo, Juliana Salbego, Leda Lísia Franciosi Portal, Lucia Elaine Carvalho Berndt, Marcelo Rocha, Sérgio Trombetta, Vilmar Alves Pereira
Págs.: 228
Edição: 1ª
Formato: 14x21 cm
Idioma: Português
Lançamento: 2014
ISBN: 9788582000328

r$ 33,00

 

 

Contracapa

Este livro assume a premissa do diálogo, não só do ponto de vista teórico, mas também do prático, pois sua construção ocorre a partir da experiência do Fórum de Estudos: Leituras de Paulo Freire, evento itinerante que se realiza anualmente, desde 1999, em universidades gaúchas que se dispõem a acolher o encontro de pesquisadores, professores da educação básica e do ensino superior, estudantes de graduação e pós-graduação e militantes sociais, promovendo a possibilidade da permanente reinvenção do pensamento freireano, reinventando também a si mesmos. Aliás, nada mais freireano do que nos reinventarmos, tendo como horizonte a utopia de um mundo menos feio, menos desigual e com mais afeto e respeito pelo ser humano.

Em certo sentido, é isso que os(as) autores(as) deste livro procuram fazer em seus textos. Nossos(as) leitores(as) encontrarão o pensamento de Paulo Freire em diálogo com pensadores(as) dos campos da educação, sociologia, ciência política, teatro e filosofia. Essas aproximações exprimem a riqueza e a fecundidade do pensamento freireano, ao mesmo tempo em que reafirmam nosso desafio de não repetir Freire ou qualquer outro(a) autor(a), mas recriá-los...

Prefácio

Danilo R. Streck
Programa de Pós-Graduação da Unisisinos

Vir, com a insistência com que o faço, experimentar a solidão, enfatiza em mim a comunhão. Enquanto adverbialmente só é que percebo a substantividade de estar com. É interessante pensar agora o quanto sempre me foi importante, indispensável mesmo, estar com. Estar só tem sido, ao longo de minha vida, uma forma de estar com (Paulo Freire. À sombra dessa mangueira. 1995, p. 17).

As palavras de Paulo Freire acima citadas traduzem bem a sua maneira de lidar com as ideias e opiniões alheias, fossem essas de autores renomados ou de camponeses, de operários ou a professores. Em sua vasta obra não encontramos um apego fanático a alguma teoria ou a uma defesa intransigente de algum autor. Sabemos que ele bebia de fontes marxianas, existencialistas, fenomenológicas, pragmatistas (escolanovistas), entre outras. Ele lançava mão da filosofia, da sociologia, da linguística, da teologia e de outras ciências com as quais se encontrou ao longo de sua trajetória de educador que, no seu caso, significava ser um pensador da educação. Também não encontramos em seus livros grandes debates teóricos sobre a validade ou não de determinada teoria, ou o menosprezo de autores que expunham pensamentos diferentes.

Sua intransigência e sua crítica implacável tinham outro endereço. Em resumo, voltavam-se contra aqueles que usam o poder para paralisar a história em seu benefício. "Se o poder econômico e político dos poderosos desaloja os fracos dos mínimos espaços de sobrevivência, não é porque assim deva ser, é preciso que a fraqueza dos fracos se torne uma força capaz de inaugurar a justiça. Para isso, é necessária uma recusa definitiva do fatalismo. Somos seres da transformação e não da adaptação" (Ibidem, p. 23). A sombra da mangueira é o lugar simbólico onde se realiza a comunhão dos que buscam os inéditos viáveis, compartilham os seus sonhos estratégicos, organizam os passos possíveis na construção da utopia.

Hoje, poderíamos estender essa metáfora da mangueira para o significado de Paulo Freire e de sua obra para um sem-número de pessoas que se inserem na mesma busca. A mangueira, com sua generosa folhagem, propicia uma sombra refrescante e também produz frutos saborosos e nutritivos. Muitos de nós voltamos às obras de Freire porque encontramos ali uma substância sem a qual temos a sensação de nos faltar algo. Não estou propondo que hoje basta ler Paulo Freire. Pelo contrário, e seguindo o seu exemplo, é preciso olhar para depois de Freire para ver como ele está sendo recriado ou como as práticas estão sendo interpretadas com outras referências. Mais do que isso, precisamos voltar aos clássicos que fazem parte de nossa memória pedagógica e descobrir outras fontes esquecidas ou ocultadas.

Dentro deste movimento da história, Paulo Freire é alguém que soube se reinventar, como indicam os títulos de seus livros. A Pedagogia do oprimido se transforma em Pedagogia da pergunta, em Pedagogia da esperança, em Pedagogia da autonomia, em Pedagogia da indignação... Ou seja, se a história não pode ser imobilizada com explicações fatalistas, também a pedagogia não pode ser a mesma para todos os tempos e todos os lugares, mesmo para aqueles tempos e lugares onde se busca a libertação. É essa, sem dúvida, uma das facetas mais inspiradoras de sua obra que permite que tanta gente – e tanta gente diferente – dela se aproxime.

Chegamos, assim, a este livro que tenho o privilégio de prefaciar. Há nele aproximações que soam mais conhecidas ou normais, como é o caso de Enrique Dussel, Augusto Boal, Florestan Fernandes e Antonio Gramsci. Isso não quer dizer que não haja abordagens inovadoras nos textos, mas simplesmente que nos acostumamos a ver esses autores na parceria de Freire. É como se fossem da mesma família. No entanto, como lembrava o próprio Freire, é importante submeter as obviedades e normalidades à curiosidade epistemológica, que é o que os autores e autoras fazem em seus textos.

O leitor e a leitora encontrarão também textos que remetem à inserção da obra de Freire na história da educação, como é o caso de Rousseau e de Makarenko. Este é um movimento necessário para reconhecer-nos como parte de uma tradição pedagógica dentro da qual nos formamos, com a qual nos defrontamos e com a qual queremos e precisamos dialogar. O educando de Freire não é o Emílio de Rousseau, nem o homem novo de Makarenko, mas Freire manifesta igual confiança de que a educação é fator fundamental nas mudanças.

Há, ainda, aproximações bem menos evidentes, como é o caso de Edgar Morin e, especialmente, Michel Foucault. Quanto ao último, os autores sugerem que se trata de diálogos impertinentes que, no entanto, perdem a impertinência quando se lê o texto. Os autores fazem um trabalho de arqueologia que permite encontrar muito mais afinidades do que as leituras superficiais de ambos autores. Diria que o mesmo acontece em relação a Edgar Morin. Para quem pensa que essas aproximações não são possíveis, basta lembrar que Freire considerava seu pensamento dialético e ao mesmo tempo se definia como um ser conectivo. Ou quando dizia que hoje o desafio é ser pós-modernamente progressista.

Edward Said e Boaventura de Sousa são pensadores que podem alongar a obra de Freire para a atual discussão sobre pensamento (des)colonial. Vê-se que o fim do colonialismo clássico não representou o fim da dominação, que se manifesta não apenas pelo controle dos marcados, mas pelo controle da maneira de conhecer e de ser. É este um tema muito importante para a educação, onde a colonialidade se manifesta na incessante busca de modelos de fora, sempre apresentados como mais novos e mais eficientes. Não se trata de fomentar um xenofobismo pedagógico, mas de aceitar o desafio de (re)construir a espinha dorsal da pedagogia latino-americana com a sua rica e esquecida história, passada e presente, de resistência e criatividade. E ao mesmo tempo conectar essa história com a de outros povos do sul que podem ser encontrados em todos os lugares do mundo.

Paulo Freire foi homenageado postumamente com o título de "Patrono da Educação Brasileira". Este livro, cuidadosamente organizado pela Ana Lúcia, pelo Gomercindo e pelo Thiago, contribui para que a homenagem não se transforme em letra morta. E muitos outros diálogos virão...

Apresentação: para dialogar com autores/as e leitores/as

Ana Lúcia Souza de Freitas
Gomercindo Ghiggi
Thiago Ingrassia Pereira
Organizadores

O diálogo para Paulo Freire se inscreve como parte do processo de humanização, atestando o compromisso político com um fazer educativo que se produz no coletivo, na troca, na partilha e, sobretudo, no respeito à palavra de cada um e de cada uma. O diálogo, na perspectiva freireana, realiza-se na experiência de aprender a dizer a sua palavra e na aprendizagem mútua e recíproca do saber escutar. Desse modo, a situação dialógica nos convoca à partilha de saberes e nos desafia a ser mais, com o outro.

Este livro assume a premissa do diálogo, não só do ponto de vista teórico, mas também do prático, pois sua construção ocorre a partir da experiência do Fórum de Estudos: Leituras de Paulo Freire, evento itinerante que se realiza anualmente, desde 1999, em universidades gaúchas que se dispõem a acolher o encontro de pesquisadores, professores da educação básica e do ensino superior, estudantes de graduação e pós-graduação e militantes sociais, promovendo a possibilidade da permanente reinvenção do pensamento freireano, reinventando também a si mesmos. Aliás, nada mais freireano do que nos reinventarmos, tendo como horizonte a utopia de um mundo menos feio, menos desigual e com mais afeto e respeito pelo ser humano.

Este livro, intitulado "Paulo Freire em diálogo com outros(as) autores(as)", um dos eixos temáticos que anima os diálogos problematizadores que se realizam no Fórum, tem origem na maturidade de um percurso que, em sua décima edição, realizada na Unisinos, em 2008, propôs como foco de discussão o compartilhamento dos estudos de Paulo Freire com as interfaces teóricas de outros(as) autores(as), clássicos(as) ou contemporâneos(as). Desde então, a produção dos trabalhos neste eixo temático vem anunciando a fecundidade das aproximações que permitem atualizar a práxis freireana, por meio do diálogo com outros(as) autores(as).

A ideia dessa publicação surgiu tímida, mas foi tomando forma. Iniciou com um "talvez?", passou para um "será?" e terminou num "então vamos!". Curiosamente, esse projeto de lançar uma coletânea de textos originados, em sua grande maioria, dos diálogos exercidos nos Fóruns Paulo Freire, tomou corpo na nossa chegada para os trabalhos nos eixos de diálogo, numa fria e nebulosa manhã de maio de 2013, na encosta da serra gaúcha. Estávamos no XV Fórum Paulo Freire, na Faccat/Taquara, e nos encontramos ao som da bandinha alemã que nos recepcionava.

Ficamos de levar adiante a ideia e manter comunicação por correio eletrônico, uma saída plausível para um trio de organizadores que moram e trabalham em diferentes cidades do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Pelotas e Erechim. Junto a isso, fortalecemos as ações do grupo de pesquisa Práticas Educativas Emancipatórias (CNPq).
A partir de nosso encontro de maio, o trabalho passou a ser mais sistemático, mobilizando os autores e as autoras que nos alegravam com o aceno positivo diante de nosso convite. Assim, durante todo o segundo semestre de 2013, os textos começaram a chegar, vindos de muitas partes, escritos a muitas mãos, com vários estilos, mas com um objetivo básico: aproximar Paulo Freire de outros(as) pensadores(as).

Ainda em 2013, no início de dezembro, voltamos a nos encontrar no sul do estado, no VII Seminário Nacional Diálogos com Paulo Freire, promovido pela FURG, que é outro espaço rigoroso e alegre de encontro da comunidade freireana. Nas rodas de diálogo, muitos trabalhos propuseram a aproximação do pensamento de Freire com outros(as) autores(as), demonstrando como, fiéis aos ensinamentos do professor pernambucano, as pessoas estão procurando pensar a vida, seus problemas, suas virtudes. Isso nos leva para além de uma filiação teórica sectária, pois estamos abertos ao novo, à experimentação, ao desafio, a novas sínteses teóricas que nos ajudem a compreender a realidade para nela intervirmos.

Em certo sentido, é isso que os(as) autores(as) deste livro procuram fazer em seus textos. Nossos(as) leitores(as) encontrarão o pensamento de Paulo Freire em diálogo com pensadores(as) dos campos da educação, sociologia, ciência política, teatro e filosofia. Essas aproximações exprimem a riqueza e a fecundidade do pensamento freireano, ao mesmo tempo em que reafirmam nosso desafio de não repetir Freire ou qualquer outro(a) autor(a), mas recriá-los.

Freire é recriado em diálogo com Boaventura de Sousa Santos por Ana Lúcia Souza de Freitas, enfatizando a proximidade dos autores no que se refere às suas contribuições para o fortalecimento de processos educativos emancipatórios. O diálogo com Antonio Gramsci, provocado por José Clovis de Azevedo e Jonas Tarcísio Reis, analisa semelhanças e identidades entre os conceitos freireanos de educação popular e o núcleo epistemológico de Gramsci.
Entram em cena Freire e Augusto Boal, dirigidos por Celio dos Santos Soares Júnior, Lucia Elaine Carvalho Berndt e Fabiane Tejada da Silveira, para argumentar que o teatro tem a capacidade de provocar a ação para a transformação das opressões, embasando-se na aproximação dos conceitos de diálogo e palavra em ação (palavração).

Marcelo Rocha e Juliana Salbego nos brindam com uma aproximação entre Freire e Edward Said, considerando que a perspectiva da educação crítica, conforme salienta Freire, vincula-se ao compromisso do papel desafiador do intelectual na sociedade, qual seja, o de ser um oponente contumaz do consenso e da ortodoxia, segundo preconiza Said.
Ana Felicia Guedes Trindade e Leda Lísia Franciosi Portal aproximam Freire e Edgar Morin para propor a reflexão sobre as possibilidades de uma prática pedagógica orientada pelas aproximações entre o pensamento complexo e o crítico-reflexivo, fundamentando-se na unidade da ética humana.

Ana Maria Colling e Balduino A. Andreola, apresentando um texto sob a forma de um instigante diálogo, convidam-nos a encontrar convergências entre Freire e Michel Foucault, propondo uma reflexão para além dos riscos de sectarismo, sem com isto negar ou desconhecer diferenças ou divergências.

Enrique Dussel é trazido ao debate com Freire por Jaime José Zitkoski e Sérgio Trombetta, abordando a convergência entre os dois autores no que se refere às suas contribuições para uma pedagogia da libertação, que emerge dos movimentos sociais populares na América Latina em suas lutas por dignidade e justiça social, buscando realizar a vocação ontológica do ser humano (o ser mais).

Anton Makarenko, trazido ao diálogo por Gomercindo Ghiggi e Gerson Nei Lemos Schulz, propõe pensarmos a categoria disciplina a partir da tomada de consciência dos sujeitos educativos, tendo em vista a transformação social. Para os autores, Freire e Makarenko nos ofertam, a partir de diferentes traços bi(bli)ográficos, elementos para pensar a política e a educação em relação seminal.

Fecham esta coletânea mais dois diálogos interessantes: Freire com Jean Jacques Rousseau, no texto de Vilmar Alves Pereira e Jacqueline Rogério Carrilho Eichenberge, que associa a leitura freireana de Rousseau a partir de Marx e com Florestan Fernandes no texto de Thiago Ingrassia Pereira que destaca a produção científica e a militância política dos autores pela escola pública e popular em todos os níveis.

Enfim, em tempos de Copa do Mundo de Futebol, com suas polêmicas e festejos, nossa esperança é de que, com o lançamento desta publicação, durante o XVI Fórum de Estudos e Leituras de Paulo Freire, que se realiza na URI, em Santo Ângelo, em maio de 2014, as ideias apresentadas por este time de onze autores possam nos ajudar em nossos quefazeres cotidianos, bem como suscitar novos parceiros e parceiras para a continuidade do jogo. Afinal, se a educação é um projeto em disputa, não podemos perder essa partida para o sectarismo, para a burocratização e para o ceticismo. É no diálogo entre os diferentes que vamos reunir forças para lutar contra os antagônicos!

Sumário


Prefácio (Danilo R. Streck) / 5

Apresentação: para dialogar com autores/as e leitores/as (Organizadores) / 9

Capítulo I - Parentesco intelectual entre Paulo Reglus Neves Freire e
Boaventura de Sousa Santos
Ana Lúcia Souza de Freitas  / 17

Capítulo II - Conexões epistemológicas: o pensar freireano em discussão
Jose Clovis de Azevedo, Jonas Tarcísio Reis / 41

Capítulo III - Freire e Boal: repercussões do teatro do oprimido na comunidade
Celio dos Santos Soares Júnior, Lucia Elaine Carvalho Berndt, Fabiane Tejada da Silveira / 65

Capítulo IV - Por uma educação política: diálogos possíveis entre Paulo Freire e Edward Said
Marcelo Rocha, Juliana Salbego / 77

Capítulo V - Edgar Morin e Paulo Freire. Paulo Freire e Edgar Morin. uma aliança singular da ética da vida e da ética universal humana
Ana Felicia Guedes Trindade, Leda Lísia Franciosi Portal / 101

Capítulo VI - Diálogos impertinentes entre Freire e Foucault
Ana Maria Colling, Balduino A. Andreola / 117

Capítulo VII - Freire e Dussel: uma pedagogia da libertação a partir da América Latina
Jaime José Zitkoski, Sérgio Trombetta / 143

Capítulo VIII - A disciplina a serviço da formação do homem novo – Makarenko e Freire e a produção de modelos pedagógicos revolucionários
Gomercindo Ghiggi, Gerson Nei Lemos Schulz / 173

Capítulo IX - Rousseau e Freire: dois pensadores progressistas
Vilmar Alves Pereira, Jacqueline R. C. Eichenberger / 189

Capítulo X - Paulo Freire e Florestan Fernandes:
em defesa da educação pública e popular no Brasil
Thiago Ingrassia Pereira / 211

 
 

 

   
   
      


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