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Mar de Fora - Dois veleiros na costa do Brasil - A viagem dos barcos Passatempo e Entre Polos de Porto Alegre a Fernando de Noronha

Autores: Tau Golin, Adriano Machado, Ademir de Miranda
Págs.: 192
Edição: 1ª
Formato: 16x23 cm
Idioma: Português
Lançamento: 2007
ISBN: 9788589769341

r$ 34,90

 

 

 

 

 
   

Resumo

Danilo Chagas Ribeiro
www.popa.com.br

Esta é a história dos barcos e tripulantes que navegaram de Porto Alegre (lago Guaíba e lagoa dos Patos) a Fernando de Noronha (Oceano Atlântico). Narra as impressionantes situações enfrentadas no mar, como a do furacão que atingiu os veleiros e as escalas em Rio Grande, Florianópolis, Ilha do Bom Abrigo, Santos, Ilhabela, Angra dos Reis, Paraty, Rio de Janeiro, Arraial do Cabo, Búzios, Abrolhos, Cumuruxatiba, Santa Cruz de Cabrália, Salvador, Recife e Fernando de Noronha.

Tau Golin, como redator final deste livro em parceria com Adriano Machado Marcelino e Ademir de Miranda, registra uma viagem histórica da vela rio-grandense, de Porto Alegre a Fernando de Noronha, narrando detalhes interessantes tanto para os velejadores como para os não-iniciados no mar. O comandante e historiador explora ora os aspectos que observou em terra, ora as pessoas de diferentes origens raciais que vai encontrando pelo caminho, assim como curiosidades para navegantes do sul até as implicações da maior variação das marés. Ao contrário de muitos livros de viagens no mar, em que a tônica é a desgraça e a vitimização da tripulação, a narração enfatiza as passagens em que a tripulação divertiu-se a bordo, sem deixar de relatar as dificuldades pelas quais passaram. Os autores oferecem ao leitor uma visão clara do dia-a-dia a bordo, enaltecendo a cozinha frugal que faz sucesso no mar, mostrando também aspectos da estratégia da navegação, da história e outros. Não é uma obra técnica para velejadores, e tampouco um apanhado de amenidades do mar. Tau Golin dosou bem a linguagem técnica, enriquecida pelo sotaque inconfundível do historiador que é.

 

 
 

Introdução: Plotando o narrador

Tau Golin

Tudo começou no galpão do Iate Clube Guaíba, quando se realizava um churrasco na noite que antecedia a largada do velejaço, a regata cruzeiro promovida anualmente pelo Clube Náutico Itapuã. A cidade, Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, Brasil.
A Christina Pinho Silveiro, a Tina, do veleiro Forest, me apresentou o Adriano Machado Marcelino, comandante do Passatempo. Durante a conversa, fiquei sabendo que ele e o Ademir de Miranda (Gigante) estavam ultimando os preparativos para a navegada de Porto Alegre a Fernando de Noronha. E o mais interessante: ainda havia uma vaga na tripulação do Passatempo. Acertamos minha inclusão e, como vento rebojado, meu rumo mudou. Passei a organizar minhas atividades adequando-as à expedição.

O meu projeto de história comparada da navegação ganharia novos ventos.

Além do desafio, tinha o interesse acadêmico de praticar mais intensamente pesquisas em espaços indicados nos textos históricos referentes à navegação costeira. Ficar no mar constantemente; singrar as mesmas coordenadas de navegadores dos últimos cinco séculos; poder comparar realidades de tempos diferentes e formas de navegação era simplesmente tentador e uma oportunidade rara de aderência às minhas atividades de professor pesquisador. Além da permanência de 24 dias a bordo de um veleiro Bruma, de 19 pés, na costa catarinense, e de visitas aos sítios históricos feitas por terra ou embarcação miúda, não tinha experiência de navegação de longo curso. O convite do Adriano abria um novo rumo para minhas pesquisas e planos de velejador do Guaíba e da lagoa dos Patos. 

Na seqüência, fiz amizade com o Gigante, comandante do Entre Pólos, que apenas conhecia de passagem pelos trapiches do Iate Clube Guaíba.

Ali iniciava a minha amizade com os dois comandantes. Alguns dos tripulantes eu já conhecia das navegadas pelo Guaíba; com os demais estreitei laços de camaradagem durante a jornada.

O surgimento deste livro não é a conseqüência de um projeto previamente elaborado. Não havia concebido formas de narrativa e, nem mesmo, os registros. Na verdade, o material reunido aleatoriamente acabou impondo a sua força, pedindo uma narrativa organizada e editada em forma de livro. De um aparente caos, depois que os veleiros findaram mais de 3.000 milhas náuticas navegadas, reunindo o material dos tripulantes, tínhamos em torno de cinco mil fotografias, mais de duas horas em vídeo, anotações esparsas e centenas de conteúdos soprando em nossas almas e memórias. As informações, impressões, argumentos, revelações, socializaram-se ou eram confessadas em prosas de bordo, ou em convivências posteriores.

De forma concreta e tradicional, apenas o Adriano Machado Marcelino redigiu um diário de bordo, com as informações indispensáveis da rota, acrescentando detalhes pertinentes quando eram necessários e o tempo permitia, pois dependia das atracagens em locais em que pudesse acessar a internet e enviar as “pernas” velejadas para o Danilo Chagas Ribeiro, do site www.popa.com.br.

Ao retornarmos para o sul, com o passar do tempo, fui sendo tomado pela compulsão que invade o jornalista e o historiador diante de eventos incomuns e dos comentários extraordinários. Assim, aos poucos, criei um compromisso silencioso comigo e com os tripulantes para fazer outros registros de nossas histórias. E até mesmo ampliar as fantasias de  certas situações hilariantes ou trágicas. Num primeiro momento, com o auxílio da Faculdade Artes e Comunicação, da Universidade de Passo Fundo, onde sou professor, formamos uma equipe com alunos, e produzimos o DVD Dois veleiros na costa do Brasil.

Depois surgiu a idéia deste livro. Todavia, tive de buscar a solução de um problema narrativo. No início, pensei em um texto coletivo, mas desisti diante do resultado da redação. Então, busquei o método de um narrador mesmo sendo três os autores e muitas as fontes. A esteira principal foi deixada pelo diário do Adriano. Comecei a redigir com base no texto do capitão do Passatempo, permanecendo diversas de suas passagens incorporadas neste livro e todas as suas descrições. As informações suplementares do Entre Pólos foram obtidas em conversações com seu comandante. Seguidamente troquei correspondência com os dois comandantes para esclarecer dúvidas.

Esses elementos permitiram a adequação de um texto final entre o jornalismo (testemunho para experiências que não se vive) e o memorialismo, pois não estive a bordo em toda a singradura. Coloquei-me, dessa forma, como o contador de história onipresente, vivendo essa experiência por mim e através dos meus parceiros de navegada.

Nossa perspectiva possui muito de nossas coordenadas existenciais, além de recolhermos o sentimento dos costeiros, dos índios do litoral e dos antigos povoadores: aos grandes espaços de águas denominavam de “mar”; referiam-se às lagoas, aos rios caudalosos do interior do continente e às enseadas marítimas abrigadas, como “mar de dentro”; ao oceano, como “mar de fora”. No mundo ibérico, na Europa e nas colônias espanholas e portuguesas, os dois termos se incrustaram na própria geografia e denominam diversos lugares costeiros. Geralmente, o “mar de dentro” designa as localidades com águas abrigadas, e o “mar de fora”, aos oceanos e aos espaços submetidos à inclemência de seus golpes.

De certa forma, a bordo desse imaginário, somos homens de dois mares: o “de dentro” e o “de fora”. Em terra firme vivemos adstritos às águas do Guaíba, da lagoa dos Patos, da lagoa Mirim e dos grandes rios do Sul, os quais são partes do nosso “mar de dentro”, especialmente a lagoa dos Patos; o Atlântico Sul é o nosso “mar de fora”.
Pertencemos a um território vinculado à náutica. O nome do Estado originou-se em um rio (denominado de Jacuí, rio dos jacus, pelos índios, e de rio Grande, pelos conquistadores), e o de sua capital, em um porto. Aliás, das quatro capitais históricas, além de Porto Alegre, as vilas de Rio Grande e de Rio Pardo também eram portuárias.
Na perspectiva dessa tradição, essa é a história de dois veleiros e seus tripulantes que, em 2005, zarparam do “mar de dentro”, representado pelo rio/lago Guaíba e lagoa dos Patos, arrebentaram a barra de Rio Grande e ingressaram no “mar de fora”, no oceano, percorrendo, somente em direção ao Norte, 3.000 milhas náuticas da costa brasileira.

Nós três, os autores deste livro, e os demais protagonistas dessa aventura esperamos contribuir de alguma forma com a navegação brasileira, além de contar uma história saborosamente humana.

 

 
 

Sumário

Introdução: Plotando o narrador / 11
Soltando amarras / 17
Adeus águas doces. Porto Alegre a Rio Grande / 21
Pescaria atlântica
(Do diário de bordo não autorizado)   / 23
Na costa de Santa Catarina / 29
Furacão atinge os veleiros / 35
Pela costa de São Paulo e Ilhabela / 45
Angra dos Reis, ilha Grande e Paraty / 55
Gaitaço do banheiro
(Do diário de bordo não autorizado)   / 60
Rumo ao Rio de Janeiro / 65
Arraial do Cabo e Búzios / 69
Taaaaaaaauuuuuuu!
(Do diário de bordo não autorizado)   / 78
Mar adentro – rumo a Abrolhos / 82
Na costa da Bahia / 93
Santa Cruz de Cabrália. Chegando no Brasil como Cabral / 97
A massa do Rui
(Do diário de bordo não autorizado)   / 100
Expedições em Cabrália / 105
Socorro, um barbeiro!
(Do diário de bordo não autorizado)   / 106
Ah!, eu sou estrangeiro do sul!   / 108
Coroa Vermelha   / 109
De Cabrália a Salvador / 129
Rali Salvador – Recife   / 135
No mar de Pernambuco. O Cabanga e a Refeno / 141
Fernando de Noronha / 149
Retorno para Recife / 155
Os tripulantes / 163
Ficha técnica do Passatempo  / 164
Ficha técnica do Entre Pólos  / 168
Classificação XVII Regata Oceânica Internacional
Recife – Fernando de Noronha / 173

 
 

 

   
   
      


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